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Novo atendimento na AMA Capão Redondo recebe aprovação dos usuários

O serviço de profilaxia da raiva humana na AMA 24 horas Capão Redondo, gerenciada pelo CEJAM, completou cinco meses da implantação no último dia 6. Antes, o território da Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sul contava apenas com uma unidade de referência para atendimento às pessoas com indicação de tratamento profilático contra a raiva humana, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santo Amaro.

A abertura deste serviço atendeu a uma reivindicação feita pela população durante a realização do Fórum de Saúde, no Auditório da Prefeitura Regional do Campo Limpo, no dia 28 de junho de 2018. Com isso, a região dobrou a capacidade de atendimento. Somente no AMA, desde a abertura do atendimento, 591 pessoas já foram atendidas por este serviço.

A conquista é compartilhada por usuários, profissionais e conselheiros da região do M’boi Mirim e Campo Limpo, porque facilitou o acesso de todos ao serviço.

Laina Ramos Dell’ Aquila, técnica da Vigilância Epidemiológica da Unidade de Vigilância e Saúde (UVIS) Campo Limpo, conta que um dos principais motivos para a implantação local da profilaxia na unidade foi o número de desistências do tratamento por parte de usuários que precisavam ir até a UPA Santo Amaro, onde tinham acesso ao atendimento. “A gente lutou para abrir esse polo e facilitar o acesso para a população, para que as pessoas não abandonassem o esquema de tratamento porque, às vezes, a pessoa tinha que se deslocar de muito longe por 4 vezes, pois o tratamento é realizado com quatro doses de vacina antirrábica” explicou a técnica.

Para a comunidade estar cada vez mais informada sobre o atendimento de profilaxia da raiva humana na unidade, as Conselheiras Gestoras Jacira Roberta Santos e Maria da Paz (titular e suplente) divulgam o serviço para a comunidade local. “Nós participamos da Reunião do Conselho da Saúde e pedimos o serviço porque essa era uma necessidade da região”, lembra Maria.

Testado e aprovado

No dia 6 de dezembro o casal José Casimiro da Silva e Maria do Socorro Soares da Silva foi mordido por um cachorro e procurou o atendimento na AMA. No último dia 20, eles compareceram à unidade para receber a última dose do tratamento. “A minha defesa, na hora, foram os braços e quando o meu esposo viu que ele [cão] estava me pegando mesmo, se ele não tirasse o cachorro de cima de mim eu não sei o que teria acontecido. Aí ele mordeu meu esposo também nos dois braços, levou ponto e tudo”, contou Dona Maria.

Seu José, que já tirou os pontos do braço, afirmou que essa proximidade do serviço representa muito, não só para ele e a esposa como para toda a vizinhança. “Em outra vez que a gente veio aqui procurando atendimento para o meu filho e ainda não tinha o tratamento (profilaxia) só fizeram o procedimento e depois fomos encaminhados para Santo Amaro. Agora está melhor!”

Quem também procurou o serviço foi Andra Cruz Souza França. No dia 12 de dezembro ela foi mordida por um cão. A usuária de 36 anos de idade afirmou que a ferida que teve no pé não foi tão grande, mas, se a unidade fosse em um local mais distante, não teria buscado atendimento. “Quando cheguei aqui na AMA fui muito bem atendida e me disseram que fiz bem em ter vindo”, afirmou. Agora, das quatro doses que precisam ser tomadas, lhe restam apenas duas e o leve ferimento com pontos é quase imperceptível.

Casos como o de Andra são mais comuns do que se imagina, mas mesmo que as feridas sejam superficiais é importante não faltar ou abandonar o tratamento para garantia do sucesso na prevenção da doença.

A técnica de enfermagem da unidade – Ivonete Silveira Nascimento - explica com mais detalhes como se dá a contagem e o intervalo entre as quatro doses da vacina antirrábica: “Por exemplo, o paciente veio hoje, então o dia que ele veio eu não conto. Eu conto a partir do dia seguinte, três dias, depois sete dias e depois 14 dias e já deixo tudo certo na carteirinha para ele não perder e não falhar nenhuma vez.”

O tratamento

A cidade de São Paulo atende, em média, 22 mil pessoas por ano que sofreram ferimentos causados por animais potencialmente transmissores do vírus da raiva. Esse número é subnotificado, porque nem todas as pessoas procuram o atendimento médico.

A recomendação dos profissionais da saúde é clara: em caso de acidentes por mordedura ou arranhadura de cães e gatos, a pessoa deve tentar identificar o animal (e seu proprietário), para que o mesmo seja observado por 10 dias. A maior parte dos acidentes acontece com animais possíveis de observação, ou seja, conhecido.

Caso neste período, o animal desapareça, adoeça ou morra, a equipe avalia a melhor terapia a ser ofertada ao usuário. Muitas vezes só é necessário cuidar da ferida, mas caso seja necessário entrar com terapia, a raiva humana tem profilaxia realizada por meio do uso de soro antirrábico humano e vacina antirrábica humana. As vítimas são encaminhadas para a profilaxia pós-exposição ou após serem feridas. A vacina não tem contraindicação, sendo que indivíduos imunodeprimidos, gestantes e mulheres em lactação podem receber o tratamento.

O enfermeiro, supervisor técnico de saúde da unidade, Caio Vinicius Souza Costa, orienta que o usuário, ao ser mordido, limpe a ferida: “O protocolo instituído mundialmente é lavar a lesão com água e sabão abundante durante, no mínimo, vinte minutos. Se a pessoa não fez isso em casa, a conduta aqui é fazer essa parte também”, explica.

Ana Paula Teixeira Leite Ramos, gerente da AMA, fala sobre a importância dos cuidados que devem ser adotados quando ocorre a mordedura de cães, gatos e outros animais transmissores da raiva. “A nossa equipe está preparada para acolher, orientar o ofertar os cuidados necessários para cada caso.”

No Município de São Paulo, a lista completa dos serviços de Referência do Soro e Vacinação Antirrábica - Pós Exposição pode ser acessada através do link: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/index.php?p=254530

Serviço: 
AMA 24 horas Capão Redondo
Endereço: Avenida Comendador Santa’nna, 774 – Capão Redondo, zona Sul.


Data de Publicação: 11/01/2019

Fonte: Dayane Teodoro/ Prefeitura Municipal de São Paulo