Seu email foi confirmado com sucesso!

Para ativar a senha de seu email, favor abrir um chamado no CAS informando a chave #.
Em alguns segundos, você será direcionado para a criação de sua assinatura digital.

X

Sua assinatura digital foi criada com sucesso!

Lhe foi enviado um email com a sua assinatura, juntamente com as instruções para a sua utilização.

Estudo confirma desigualdade na distribuição dos médicos

O Brasil nunca teve tantos médicos. Apesar disso, eles continuam concentrados em certas regiões e estruturas de atendimento. Essas são as conclusões da pesquisa Demografia Médica No Brasil 2: Cenários e indicadores de distribuição, divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O estudo, coordenado pelo médico Mario Scheffer, pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (USP), traça o perfil da população médica e aponta os motivos da má distribuição de profissionais pelo país. Dois a cada 1.000 habitantes O número de médicos em atividade no Brasil chegou a 388.015 em outubro de 2012, segundo o CFM. Isso significa que o país tem 2 profissionais por grupo de 1.000 habitantes. O dado também confirma uma tendência de crescimento da categoria que já perdura 40 anos. Entre 1970, quando havia 58.994 profissionais, e o último trimestre de 2012, o número de médicos saltou 557,72%. O percentual é quase seis vezes maior que o do crescimento da população, que em cinco décadas aumentou 101,84. Os motivos do aumento do número de profissionais se explica pela abertura de muitos cursos de medicina, pelo aumento de novos registros (mais de 4% ao ano), por mais entradas que saídas de profissionais do mercado de trabalho, e pela longevidade profissional (alta média de anos trabalhados). A diferença entre saída e a entrada de médicos no mercado forma um contingente de 6.000 a 8.000 novos médicos a cada ano, segundo a pesquisa. Desequilíbrio entre regiões Duas das grandes regiões do país estão abaixo do índice nacional: a Região Norte, com 1,01 por 1.000 habitantes, e a Nordeste, onde essa razão é de 1,23. Na melhor posição está o Sudeste, com razão de 2,67, seguido pelo Sul, com 2,09, e pelo Centro-Oeste, com 2,05. As diferenças aumentam quando se olha os números por unidade da Federação. O Distrito Federal lidera o ranking, com uma razão de 4,09 médicos por 1.000 habitantes; seguido pelo Rio de Janeiro, com 3,62; e São Paulo, com razão de 2,64. Outros três Estados têm índices superiores à  média nacional: Rio Grande do Sul (2,37), Espírito Santo (2,17) e Minas Gerais (2,04). Na outra ponta (com razão inferior a 1,5) estão 16 Estados, todos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com menos de 1 médico por 1.000 habitantes, aparecem Amapá (0,95), Pará (0,84) e Maranhão (0,71) - índices comparáveis a países africanos. As cidades de maior porte também concentram a maioria dos médicos brasileiros: nove capitais têm mais de 5 médicos por 1.000 habitantes. O número de médicos nas capitais, por sinal, chega a ser quatro vezes maior que no interior dos Estados. Vitória, por exemplo, tem 11,61 por 1.000 habitantes - a maior concentração do Sudeste e também nacional. Por outro lado, o conjunto de cidades do Espírito Santo tem razão de 2,17. Ainda no Sudeste, a cidade de São Paulo aparece proporcionalmente com a menor razão entre as capitais, com 4,48 médicos por 1.000 moradores.

Data de Publicação: 19/02/2013

Fonte: UOL