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20 de Outubro de 2026
Foto: Magnific
Ondas de calor, baixa umidade, fumaça de queimadas e mudanças bruscas de temperatura deixaram de ser apenas questões ambientais e passaram a representar também um desafio para a saúde pública. Condições climáticas extremas podem aumentar sintomas respiratórios, desidratação e causar complicações cardiovasculares, levando mais pessoas aos serviços de emergência.
No Brasil, os efeitos já aparecem nos dados. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde no Guia de Mudanças Climáticas para Profissionais de Saúde, cerca de 5.572 municípios identificaram risco 29% maior de hospitalização por doenças respiratórias associado à exposição ao calor extremo.
Para o Dr. Bruno Caldas, coordenador da CER Ilha, unidade de emergência do Hospital Municipal Evandro Freire, no Rio de Janeiro, os efeitos do clima extremo não devem ser subestimados.
“O organismo precisa fazer um esforço maior para manter sua temperatura quando estamos expostos ao calor intenso. Isso pode provocar desidratação, queda de pressão e mal-estar e, em casos mais graves, alterações cardiovasculares e golpe de calor. Pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas têm risco ainda maior de descompensação”, afirma.
Calor e baixa umidade: uma combinação que exige atenção
O médico explica que durante períodos de calor intenso, o corpo aumenta a produção de suor para tentar controlar a temperatura. A baixa umidade pode intensificar a perda de líquidos e ressecar as vias respiratórias, aumentando o desconforto para respirar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta também que o calor extremo pode agravar doenças renais e metabólicas.
“Pessoas com asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias precisam de atenção redobrada durante períodos de calor e ar seco, principalmente quando percebem piora dos sintomas habituais”, alerta.
Fumaça das queimadas também pode chegar à emergência
Outro fator de preocupação são os poluentes liberados por incêndios florestais e queimadas. A exposição a essas partículas causa irritação nas vias respiratórias e provoca tosse, falta de ar, chiado e crises de asma.
“A fumaça não precisa estar visível para representar um risco. Essas partículas podem ser inaladas e atingir regiões profundas dos pulmões. Quem já tem asma, bronquite, DPOC ou alguma doença cardiovascular pode perceber uma piora dos sintomas, mas mesmo pessoas sem diagnóstico prévio podem apresentar irritações”, explica Dr. Caldas.
Como reduzir os riscos
Em períodos de calor extremo ou piora da qualidade do ar, é importante manter-se hidratado, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e reduzir o contato com a fumaça.
“Os pacientes devem manter seus tratamentos conforme orientação médica. Diante de sintomas que se agravem rapidamente ou fujam do habitual, é fundamental procurar atendimento”, reforça.
Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento
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