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Bem Viver

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29 de Dezembro de 2020

Saúde preventiva: saiba mais sobre infecções sexualmente transmissíveis

ISTs podem ser causadas por vírus, bactérias, microrganismos e passam durante o sexo sem proteção

Qualquer pessoa pode adquirir uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível) durante uma relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada. Muitas das ISTs são silenciosas, outras podem se manifestar tanto nos órgãos genitais (vagina, pênis e ânus) quanto em outras partes do corpo como olhos, palmas das mãos, boca, garganta e língua. Todas as relações sexuais desprotegidas podem transmitir as doenças.

O uso de camisinha nas relações sexuais é uma grande aliada na prevenção das ISTs. Mas vale lembrar que a transmissão de uma IST pode ainda ocorrer de forma vertical, ou seja, da mãe para o bebê, durante a gestação, o parto ou até na amamentação (como é o caso do HIV).

Por isso, ao perceber verrugas, feridas, corrimento, sentir dor ao urinar ou coceira na região genital procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais perto da sua casa. O atendimento, exames e o tratamento são gratuitos nos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde).

Quanto antes o diagnóstico, melhor. O tratamento começa mais rápido, interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções e são maiores as chances de cura ou de melhora da qualidade de vida.

Conheça as ISTs e saiba como prevenir e buscar o tratamento adequado

As ISTs são diagnosticadas por um profissional de saúde em consulta clínica e teste rápido ou laboratorial (no caso de HIV, sífilis e hepatite B). O tratamento deve ser seguido conforme as orientações. Todas as parcerias sexuais também devem ser tratadas para quebrar a cadeia de transmissão e evitar reinfecções. O uso de camisinha, preferencialmente acompanhada de gel lubrificante nas relações sexuais, é a medida preventiva mais eficaz.

CANCRO MOLE (CANCROIDE)
Causado por bactéria, o cancro mole provoca feridas múltiplas nos genitais (pênis, ânus, vulva e vagina), com presença de secreção purulenta (com pus). Elas são dolorosas e podem também apresentar sangramento. A infecção se dá durante a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. O diagnóstico é feito por profissional de saúde em consulta clínica, que indicará o tratamento e as medidas de higiene. As parcerias sexuais também devem ser tratadas. O uso de preservativos é uma forma de prevenção ao Cancro Mole.

CLAMÍDIA
A clamídia é uma bactéria que pode atingir os órgãos genitais, a boca, garganta e os olhos. Esta infecção provoca dores ao urinar e nas relações sexuais, corrimento uretral no homem, corrimento vaginal e até doença inflamatória pélvica (DIP) caso não seja tratada precocemente. Quando não tratada também pode causar infertilidade e gravidez nas trompas. Em cerca de 75% dos casos as mulheres podem não apresentar sintomas, bem como 50% dos homens. A doença é contraída na relação sexual desprotegida com pessoa infectada, mas há possibilidade de transmissão durante o parto – neste casos o bebê pode apresentar conjuntivite, que, se não tratada, pode levar a cegueira.

GONORREIA
Semelhante à clamídia, a gonorreia é uma bactéria que afeta genitais (pênis, vagina, ânus), garganta e olhos, provoca corrimento uretral amarelado, purulento e com ardor ao urinar; corrimento vaginal, dor nas relações sexuais (as mulheres podem não apresentar sintomas em 70% dos casos). Quando não tratada, pode causar dor pélvica crônica, dores nas relações sexuais, infertilidade ou gravidez nas trompas. Há possibilidade de provocar parto prematuro, além de transmissão durante o parto e o bebê pode apresentar conjuntivite, que precisa ser tratada para evitar cegueira.

HERPES GENITAL
Causado por vírus e pode acarretar lesões, que iniciam com pequenas vesículas (bolhas), que ao se romperem formam feridas dolorosas. É mais frequente na região labial (Herpes tipo 1) e nos genitais (pênis, vagina, vulva, ânus) (Herpes tipo 2). Não existe cura para herpes, mas há tratamento para as lesões.

HIV
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus que pode causar a aids (sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Geralmente, a infecção pelo HIV não apresenta sintomas. As manifestações podem aparecer na fase avançada da infecção, quando é feito o diagnóstico da aids. O contágio ocorre por sexo oral, vaginal e anal sem camisinha ou outra forma de prevenção; por instrumentos perfurocortantes, como agulhas e seringas com sangue infectado pelo HIV; por transfusão de sangue infectado e da mãe que vive com o vírus para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação. O diagnóstico do HIV pode ser realizado por testagem rápida ou convencional.

O HIV possui tratamento, com medicamentos antirretrovirais (ARV) disponíveis no SUS. O tratamento precoce e a adesão aos medicamentos reduzem as complicações da infecção, melhoram a qualidade de vida e diminuem a taxa de mortalidade.

A infecção pelo HIV pode ser prevenida com o uso de camisinha nas relações sexuais. Há ainda outros métodos de prevenção, que são:

- PEP (Profilaxia Pós-Exposição): Uso de antirretrovirais por uma pessoa que se expôs ao HIV como em casos de violência sexual, acidentes ocupacionais com material biológico ou quando, durante uma relação sexual consensual em que não se sabe a sorologia da parceria, a camisinha sair, romper ou não ter sido utilizada.

- PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): Uso diário de medicamentos antirretrovirais para pessoas soronegativas antes de uma exposição de risco ao HIV. Está disponível na Rede Municipal Especializada em DST/Aids.

O tratamento também é uma forma de prevenção, pois pessoas que vivem com HIV em tratamento e que estão indetectáveis (isto é, a carga viral não é detectada no exame de sangue) há pelo menos seis meses não transmitem o vírus em relações sexuais. É o chamado I=I (Indetectável = Intransmissível).

HPV
HPV é a sigla para o papilomavirus humano, que é um vírus relacionado às verrugas genitais e outras manifestações, tanto em homens quanto em mulheres. A infecção, se não tratada, pode levar ao câncer de colo de útero, vagina, pênis e ânus. Por isso, a necessidade de exames preventivos de rotina (Papanicolau) e exames médicos periódicos. A maioria das infecções se dá pelo contato sexual, mas há também transmissão de mãe infectada para o bebê no momento do parto. O SUS disponibiliza vacina gratuita contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e pessoas vivendo com HIV, independentemente do sexo, entre 9 e 26 anos.

SÍFILIS
Infecção causada por bactéria que inicialmente provoca ferida indolor nos genitais (pênis, vagina, ânus) e boca. Se não tratada, pode evoluir e passar a afetar outros órgãos. A sífilis pode ser evitada, tratada e curada.

Um dos primeiros sinais da doença é uma pequena ferida (cancro duro) indolor nos genitais ou boca. Essa ferida costuma desaparecer após alguns dias, mesmo sem tratamento. Entretanto, a bactéria causadora da doença continua na corrente sanguínea. Se a sífilis não for tratada corretamente, após alguns meses, as lesões podem voltar a se manifestar, com manchas em várias partes do corpo, principalmente no tronco, palma das mãos e sola dos pés. Estes sintomas também desaparecem sem tratamento, porém, a doença continua avançando. Quando não identificada e tratada, ao longo do tempo, pode provocar cegueira, paralisias, doenças neurológicas e no coração.

A transmissão se dá durante a relação sexual desprotegida com pessoa infectada ou da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. O diagnóstico é feito por exame de sangue. Dependendo da fase clínica da infecção, a duração do tratamento pode ser diferente. Quanto mais precoce o tratamento, melhor para a prevenção da transmissão vertical (de mãe para filho). As parcerias sexuais também devem ser testadas e tratadas. O acompanhamento contribui para o controle da sífilis congênita.

TRICOMONÍASE
A infecção é causada por protozoário. Seus sintomas são corrimento vaginal amarelo-esverdeado, dor durante a relação sexual, ardência, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Nos homens pode ser assintomático. O contágio se dá durante a relação sexual desprotegida com pessoa infectada, por isso, o uso de camisinha nas relações sexuais é a melhor medida de prevenção.

Fonte: Fonte: Coordenadoria de IST/Aids da Prefeitura da Cidade de São Paulo

UBS

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