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Saúde

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31 de Agosto de 2022

Tempo seco e mudanças bruscas no clima levam crianças a quadros de alergias respiratórias

Foto: Freepik

Tempo seco, falta de chuvas e constantes mudanças no clima. O inverno tem sido marcado não apenas por variações de temperaturas, mas também por uma seca fora do comum, mistura que pode potencializar o surgimento de doenças como gripes, resfriados e alergias respiratórias.

O resultado são obstruções nasais, olhos lacrimejando e nariz escorrendo, entre outros sintomas que dificultam a respiração tanto de adultos como das crianças, sendo nestas últimas ainda mais preocupante.

A médica Elaine de Oliveira Khouri, pneumologista pediatra que atende no AMA Especialidades Capão Redondo, gerenciado pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, explica que as alergias respiratórias interferem diretamente na qualidade de vida das crianças, influenciando no sono e paladar, questões cruciais para o desenvolvimento.

“Estas comorbidades podem levar os pacientes mais vezes ​a​ emergências, faltas escolares, uso de medicações recorrentes, como antibioticoterapia, e alterações na rotina familiar”, alerta.

Conforme a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% dos brasileiros possuem alguma alergia respiratória, estando a rinite e a asma entre as principais. No caso da população mundial, segundo a Organização Mundial da Alergia, a rinite atinge entre 30 e 40% das pessoas, enquanto a asma é considerada um grande problema de saúde pública.

Identificando as alergias respiratórias

A alergia respiratória é uma resposta aumentada do sistema imune a substâncias alérgenas, destacando os inalantes como os mais comuns. Dra. Elaine explica que eles penetram no organismo através das vias aéreas. Ácaros, poeiras, fungos, pelos de animais e pólens das flores estão entre os principais causadores.

Segundo a especialista, os riscos de não tratar a rinite podem resultar em complicações como episódios de sinusites, conjuntivites, faringites, hipertrofia de aden​o​ide e amígdalas – responsáveis pela apneia obstrutiva do sono –, comprometimento da fala, alterações de arcada dentária e distúrbios do crescimento.

Na asma, o descontrole provoca o agravamento das crises, podendo colocar os pacientes em risco a cada episódio, ocasionando até mesmo complicações atelectasias, como é chamado o colapso completo ou parcial de um pulmão, e pneumonias.

De acordo com a médica, é possível identificar as alergias em casa. No entanto, exames laboratoriais são importantes para avaliar as causas. “Em crianças em idade escolar, a rinite se apresenta com espirros persistentes, coceiras no nariz, olhos, ouvidos e faringe, entupimento nasal, coriza e tosses. Em quadros de asma, elas podem apresentar tosses, falta de ar, cansaço aos esforços físicos e dores no peito. Para ambos, os sintomas acontecem de forma recorrente”, reitera.

Dra. Elaine explica que os sintomas podem ser confundidos com os de resfriados comuns, causados por vírus respiratórios. Entretanto, ressalta que é possível diferenciá-los, em alguns casos, quando aparecem associados à febre, dores no corpo, falta de apetite e queda do estado de saúde geral.

“Para a confirmação, é necessário buscar um médico, que solicitará a realização de exames específicos.”

Prevenção

A médica explica que a prevenção da sensibilização em crianças deve começar muito cedo. “O essencial é que seja a partir da menor exposição possível a aeroalérgenos dentro de casa e nas escolas.”

Os cuidados intradomiciliares devem ser mais rigorosos durante os tempos secos e mudanças constantes no clima. Além disso, a especialista destaca que uma forma de prevenção, principalmente para recém-nascidos de pais asmáticos e/ou que sofrem de rinite, é o aleitamento materno.

Dra. Elaine explica algumas medidas importantes à desinfecção ambiental. “Evitar tapetes, cortinas e móveis estofados; e manter o quarto bem arejado e ventilado, procurando evitar umidade e mofo e o acúmulo de brinquedos de pelúcia ou pano, mantendo-os e higienizados com frequência, são algumas das medidas necessárias.

Ela ainda alerta aos riscos dos umidificadores de ar e vaporizadores, pois eles estimulam o crescimento de ácaros e fungos, causando ainda mais danos à saúde.

Tratamento

Em casos de sintomas recorrentes, buscar ajuda pediátrica ou de médicos de família deve ser o primeiro passo a ser seguido.

“Na maioria dos casos, as patologias são tratadas diretamente na Unidade Básica de Saúde. E, caso a resposta seja inadequada, os pacientes podem ser encaminhados a especialistas como alergistas, otorrinolaringologistas e pneumologistas”, finaliza.

Fonte: Imprensa, Criação & Marketing

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