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Saúde

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31 de Maio de 2022

Especialista do CEJAM alerta para danos físicos e sociais do tabagismo

Foto: Freepik

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o tabagismo como responsável por mais de 8 milhões de óbitos por ano no mundo. Considerado a principal causa de morte evitável no mundo, o cigarro é um fator de risco importante para o aparecimento de diversas doenças crônicas não-transmissíveis.

Conforme a Dra. Luciana Defendi Navarrete, médica de Saúde da Família responsável pelo Grupo de Tabagismo da UBS Jardim São Bento, gerenciada pelo CEJAM, o vício, que na maioria das vezes é incentivado por influência de amigos, está relacionado ao desenvolvimento de aproximadamente 50 patologias.

“Fumar diminui consideravelmente a expectativa de vida de uma pessoa, uma vez que o cigarro possui substâncias que reduzem a quantidade de captação de oxigênio no organismo”, afirma.

A especialista explica que o tabaco ainda aumenta os riscos de infarto e doenças cardiovasculares, pois propicia a formação de ateromas – placas compostas por lipídeos e tecido fibroso nas artérias.

Além disso, o cigarro é uma importante influência para a maioria dos cânceres e de doenças pulmonares, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e enfisema pulmonar.

O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, foi criado pela OMS para alertar as pessoas sobre os riscos deste vício letal.

Danos sociais do tabagismo

O tabagismo não é um vício que afeta apenas os fumantes diretos, já que pessoas não-fumantes que convivem com o hábito também podem sofrer com o problema. São os fumantes passivos.

O cigarro pode aumentar a irritabilidade do nariz, ampliando as chances de inflamações e piorando os sintomas clínicos de doenças como asma, alergias respiratórias, rinites e sinusites.

“O fumante passivo está exposto aos componentes tóxicos e cancerígenos presentes na fumaça ambiental do tabaco, que contém praticamente a mesma composição da fumaça tragada pelo fumante. São cerca de 4 mil compostos, dos quais mais de 200 são tóxicos e cerca de 40 são cancerígenos”, reitera a médica.

Por fim, tratando-se de um vício com danos sociais, a halitose – ou mau hálito, como é popularmente conhecido – pode ser agravada pelo hábito de fumar, causando situações desconfortáveis e constrangedoras.

Como deixar de fumar?

Pessoas que têm o desejo de abandonar o cigarro podem encontrar apoio especializado e gratuito. O Programa Nacional de Cessação ao Tabaco, instituído pelo Ministério da Saúde em 2013, foi inserido na Atenção Básica, tornando as UBS responsáveis por assistir os pacientes tabagistas.

“O primeiro e mais importante passo é ter o desejo e já estar planejando parar. Depois, é importante que o fumante agende uma consulta com o médico da família de sua região, para realizar os exames prévios que avaliarão se ele está apto a participar do grupo”, afirma Dra. Luciana.

Nele, o participante recebe orientações sobre os malefícios do cigarro e apoio psicológico e comportamental, com vivências e exercícios físicos, que ajudarão na luta contra a abstinência. “O importante do grupo é que o ex-fumante não estará lutando sozinho.”

Conforme a especialista, grande parte das doenças se inicia por uma má vivência e costumes herdados da comunidade e da família.

“Precisamos aprender a ter qualidade de vida, buscando em primeiro lugar os sete remédios naturais: exercício físico, alimentação saudável, exposição ao sol, água em quantidade adequada, 8 horas de sono de qualidade, temperança e espiritualidade”, finaliza a médica.

Fonte: Imprensa, Criação & Marketing

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