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Saúde

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14 de Junho de 2023

Dia Mundial do Doador de Sangue: hospitais dependem de doações contínuas para suprir alta demanda

Com uma média de 200 transfusões de sangue por mês, o Hospital Municipal Evandro Freire (HMEF), instituição gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, depende de campanhas constantes de conscientização sobre a importância da doação de sangue, fundamentais para garantir a manutenção dos estoques.

“Como todo hospital municipal no Rio de Janeiro, o HMEF conta somente com uma Agência Transfusional, ou seja, todo o estoque de hemocomponentes utilizado na unidade vem do hemocentro coordenador do Estado: o Hemorio”, explica Georgia Cruz, bióloga que atua como coordenadora da Agência Transfusional do CEJAM na instituição.

A especialista destaca que a agência recebe o estoque de hemocomponentes vindos do Hemorio, armazena e distribui esses hemocomponentes aos pacientes da unidade.

Por ser um hospital com emergência de porta aberta, o HMEF recebe diariamente pacientes com quadros de traumas, ferimentos por arma de fogo, acidentes, entre outros casos, que necessitam, muitas vezes, de transfusão sanguínea.

Conforme destaca a bióloga, o sangue é fundamental para muitas pessoas em tratamento ou em situações de risco, além de apoiar em procedimentos médicos e cirúrgicos. No entanto, de acordo com ela, o Hemorio é responsável pelo abastecimento de todo o estado, cuja demanda acaba não sendo suprida devido à baixa adesão de doadores.

Esta não é uma questão restrita ao Rio de Janeiro. No Brasil, somente 1,6% da população é doadora de sangue, segundo dados do Ministério da Saúde, o que equivale a 16 doadores a cada mil habitantes. Destes, apenas 1,4% doa de forma regular nos hemocentros do Sistema Único de Saúde (SUS). Em países da Europa, esse índice chega a 5%.

Além disso, outra questão preocupa os especialistas nesta época do ano: a queda natural do número de doações em períodos mais frios e de férias. “Entre os meses de junho e julho, enfrentamos uma dificuldade ainda maior para manter o abastecimento dos bancos de sangue”, afirma Georgia.

Para sensibilizar a população sobre este cenário preocupante, 14 de junho foi definido como o Dia Mundial do Doador de Sangue, ampliando a divulgação de ações e incentivando a doação de sangue.

“Precisamos continuar atuando fortemente em campanhas para que mais pessoas se envolvam nesta causa que deve ser a de todos nós: doar sangue pode salvar vidas”, alerta a especialista do CEJAM.

Para ajudar na captação de doadores, a instituição realiza a distribuição de panfletos informativos aos pacientes e acompanhantes, esclarecendo dúvidas e orientando a população para o ato.

“O Hemorio consegue monitorar a quantidade de doadores enviada por cada unidade, desde que o doador informe qual unidade o encaminhou. Porém, deixamos sempre claro que a doação é voluntária e altruísta, e que as doações são sempre com o intuito de aumentar o estoque de hemocomponentes do Hemorio de maneira geral”, salienta Georgia.

Quem pode doar

Para ser um doador de sangue, o indivíduo deve ter entre 16 e 69 anos, sendo que antes dos 18 só é possível doar com a autorização de um responsável legal. Além disso, o doador deve pesar mais de 50kg, estar descansado e bem alimentado, sem ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas.

Aqueles que realizaram alguma tatuagem ou piercing há menos de um ano deverão aguardar o período para se candidatarem à doação, bem como pessoas que tiveram Covid-19, cujo prazo de espera é de 10 dias após o desaparecimento dos sintomas.

Além disso, a bióloga frisa que a doação contínua, um dos grandes desafios dos hemocentros de todo o país, pode impactar os estoques significativamente. “Pessoas saudáveis que se enquadram no perfil de doador de sangue podem fazê-lo a cada dois meses (homens) ou três meses (mulheres)”, finaliza.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento

Hospital Municipal Evandro Freire Rio de Janeiro

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