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Saúde

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23 de Setembro de 2022

É possível tratar o estresse em casa ou preciso de um especialista?

Foto: Freepik

Desencadeado por diversas questões que envolvem a vida contemporânea, o estresse atinge 90% da população global, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando não tratado corretamente, ele pode influenciar no surgimento de diversas questões que interferem no bom funcionamento do organismo, causando dificuldade para dormir, ganho ou perda de peso, e até em questões como dores, ansiedade e depressão.

No Dia Mundial de Combate ao Estresse, lembrado em 23 de setembro, a psicóloga Ligia Kaori Matsumoto, que atende na UBS Alto da Riviera, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, explica de que forma ele age no corpo humano e o que pode ser feito para evitá-lo.

“O estresse é a resposta do organismo a determinados estímulos que representam circunstâncias súbitas ou ameaçadoras. Quando isso acontece, nosso corpo desencadeia reações que ativam a produção de hormônios, entre eles a adrenalina e o cortisol, que deixam o indivíduo no que chamamos de ‘estado de alerta’ e em condições de reagir.”

A psicóloga exemplifica com situações como trânsito, problemas financeiros e questões pessoais e/ou profissionais, que podem eclodir ocorrências ameaçadoras. “Quando isso acontece, esses hormônios se espalham por todas as células do corpo, provocando aceleração da respiração e dos batimentos cardíacos, dentre outros sintomas, denominados ‘reação de luta ou fuga’.

Para a especialista, ações como o Dia de Combate ao Estresse são de suma relevância, pois incentivam a reflexão acerca da importância da prevenção. “Essas datas também servem de alerta para a população sobre os sintomas e, quando necessário, na sensibilização da busca pelo apoio profissional.”

Como perceber que o estresse está além da conta?

Pode-se entender que o estresse é uma reação esperada e necessária do ser humano na presença de situações que o tire da zona de conforto.

“No entanto, quando isso causa a sensação de sobrecarga ou começa a nos desgastar demasiadamente, é necessário se atentar. Esse destempero pode causar diversos comprometimentos de ordem física e psicológica”, alerta.

Entre os sintomas psicológicos que podem sinalizar o estresse excessivo estão situações como alterações no sono, memória, atenção e humor, mudança no padrão alimentar, irritabilidade sem causa aparente e diminuição da libido.

Entre os sintomas físicos, Ligia destaca a tensão muscular, dores corporais, sudorese, queda de cabelo, aperto na mandíbula, ranger os dentes, roer unhas, diarreia, taquicardia, respiração ofegante, alteração na pressão sanguínea, agitação, problemas de pele, fadiga, entre outros.

Posso tratar o estresse em casa ou preciso de um especialista?

A necessidade de tratamento varia de caso para caso. No entanto, os profissionais da saúde visam auxiliar nos efeitos nocivos do estresse, sejam eles físicos ou psicológicos.

“Para alguns pacientes, pode inclusive ser difícil se auto identificar como uma pessoa estressada, o que torna a ajuda profissional algo ainda mais importante.”
Sobre tratar o estresse de forma preventiva, Ligia explica que se entende que os hábitos saudáveis são positivos em qualquer situação. “Porém, quando falamos em estresse, praticá-los pode ter o efeito de minimizar e contribuir para a sensação de bem-estar.”

A especialista cita hábitos como dar prioridade a uma alimentação saudável e equilibrada, o controle do peso corporal, a manutenção de um sono de qualidade, a prática regular de exercícios físicos e os momentos de lazer, prazer e relaxamento que também devem ser regulares.

“É importante organizar horários para assim equilibrar trabalho e lazer, além de determinar um tempo para ficar só, pois isso também é importante”, reitera.
Ainda no aspecto preventivo, a especialista conta que cada território oferece recursos diretamente na comunidade voltados ao cuidado, como grupos de apoio ou de exercício físico.

“Esses grupos são muito úteis e podem ser facilmente encontrados em Unidades Básicas de Saúde - UBS, Centros de Convivência e Cooperativa - CECCO, Centro Educacional Unificado – CEU e ONGs”, finaliza.

Fonte: Imprensa, Criação & Marketing

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